FRANÇA DE VICHY


(1940 – 1944)



Marechal Henri Pétain

França de Vichy, Regime de Vichy, ou Governo de Vichy, são termos comuns usados para descrever o governo Francês que colaborou com as potências do Eixo, entre Julho de 1940 e Agosto de 1944. Este governo sucedeu a Terceira República e precedeu o Governo Provisório da República Francesa. Oficialmente chamado de Estado francês (État Français), contrastando a designação anterior, a República Francesa.


O Marechal Philippe Pétain proclamou o governo após a derrota militar da França pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial e a seguir à votação da Assembleia Nacional, em 10 de Julho de 1940. Esta votação garantia extraordinários poderes a Pétain, o último "Président du Conseil" (Primeiro Ministro) da Terceira República que, de seguida, se intitulou adicionalmente "Chef de l'État Français" (Chefe do Estado Francês).


O regime de Vichy manteve alguma autoridade legal na zona norte da França (a "Zone occupée"), ocupada pela Wehrmacht Alemã. As suas leis, no entanto, só foram aplicadas nas zonas onde os Alemães não eram contestados. Isto significava que o regime era mais poderoso a sul da desocupada "zona livre", onde o centro administrativo de Vichy esteve instalado até Novembro de 1942.


Zonas Francesas (Zona Livre e Zona de Ocupação)

Após o desembarque das forças Aliadas no norte de África a 08 de Novembro de 1942, Hitler ordenou a ocupação de zona livre Francesa, ficando sujeita à regra Alemã da zona norte, com a excepção de uma faixa ao longo dos Alpes que se manteve sob domínio do Estado Italiano até Setembro de 1943.


No rescaldo da derrota de 1940, Pétain colaborou com as forças de ocupação Alemãs em troca da não divisão da França entre os Poderes do Eixo. As forças de Vichy recusaram render-se ou salvar a frota em Mers-el-Kebir dos Aliados e lutou contra a invasão Aliada nas zonas controladas pela França, a Síria e o Líbano, entre Junho e Julho de 1941, com pouco mais de 15% dos prisioneiros resultantes da guerra a decidir participar nas forças Francesas Livres, enquanto os restantes foram repatriados para a França metropolitana para serem desmobilizados.


No entanto, os laços militares com a Alemanha enfraqueceram ao longo do tempo. O mandato de Vichy sob a frota Francesa em Toulon contrasta com o episódio de Mers-el-Kebir, nos dois anteriores anos, com a limitação à resistência das forças Francesas de Vichy à invasão Aliada do Norte de África, onde mais comandantes e unidades se juntaram às forças da França Livre. Os líderes de Vichy ordenaram à polícia Francesa e à "milice" (milícia) local para fazerem incursões a fim de capturar Judeus e outras minorias consideradas "indesejáveis" para Alemanha, bem como adversários políticos e membros da Resistência, ajudando, assim, a reforçar a política Alemã nas zonas ocupadas. Vichy também promulgou as suas próprias leis e políticas inspiradas na restritiva política Alemã que restringia a liberdade política e que retirava os direitos aos estrangeiros e às minorias raciais.


Marechal Henri Pétain com Adolf Hitler

A legitimidade da França de Vichy e a liderança de Pétain eram constantemente desafiadas pelo exilado General Charles de Gaulle, que afirmava representar a legitimidade e a continuidade do governo Francês. A opinião pública voltou-se contra o regime de Vichy e contra as forças de ocupação Alemã ao longo do tempo, e a resistência cresceu no interior da França. Após a invasão dos Aliados na França durante a Operação Overlord, de Gaulle proclamou o Governo Provisório da República Francesa (GPRF) em Junho de 1944. Após a libertação de Paris em Agosto, o GPRF instalou-se em Paris a 31 de Agosto. O GPRF foi reconhecido como governo legítimo da França pelos Aliados a 23 de Outubro de 1944.


A 20 de Agosto de 1944, as autoridades de Vichy e os seus principais apoiantes foram transferidos para Sigmaringen, na Alemanha, e ali estabeleceram um governo no exílio, chefiado por Fernand de Brinon, até ao início de Abril de 1945. A maioria dos líderes do regime de Vichy foram condenados pelo GPRF e alguns deles foram executados. Pétain foi condenado à morte por traição, mas a sua pena foi substituída pela prisão perpétua.



Divisa da França de Vichy

Brasão-de-Armas da França de Vichy

"Travail, famille, patrie" (trabalho, família, pátria) era o lema do Estado Francês (geralmente conhecido como França de Vichy), durante a Segunda Guerra Mundial. Substituiu o lema republicano: "Liberté, égalité, fraternité" da Terceira República Francesa.


O lema "Travail, Famille, Patrie" foi originalmente o da "Croix-de-Feu" (Cruz de Fogo), depois o do "Parti sociais français" (PSF ou Partido Social Francês), fundado pelo Coronel de La Rocque.


Tem sido frequentemente escrito que essas três palavras expressam a " Révolution nationale (RN)", a Revolução Nacional realizada pelo regime de Vichy.


Bibliografia: Artigo baseado na Wikipédia